Detalhe de Notícia

16-7-2010
O ABC do Instrumento Cirúrgico e Abel Salazar - Artista

Visite as exposições O ABC do Instrumento Cirúrgico e Abel Salazar - Artista.

A inauguração ocorre no dia 16 de Julho de 2010, pelas 18h00, na sala de Exposições Temporárias (3.º Piso) do Edifício da Reitoria da Universidade do Porto e conta com o apoio da Patris Seguros.

As exposições estarão patentes ao público até 30 de Setembro de 2010, de terça a Sábado, das 11h às 20h.

Para mais informações, visite o site da Reitoria da Universidade do Porto em www.iric.up.pt.

 


Informação adicional

EXPOSIÇÃO "O ABC do Instrumento Cirúrgico"

O ABC do Instrumento Cirúrgico
Terças a Sábados das 11h00 às 20h00 - entrada livre - Sala de Exposições Temporárias - 3º piso
A Exposição "O ABC do instrumento cirúrgico" é uma mostra documental e museológica que visa divulgar o conhecimento sobre a evolução deste instrumento.
A palavra "Cirurgia" significa obra de mãos. A mão, na sua globalidade, transmite toda a sua dinâmica à extremidade proximal do instrumento. Por dentro de uma luva de borracha a mão dirige todo o acto cirúrgico. Os instrumentos cirúrgicos são extensões da mão. A exposição dedica-lhe um dos seus núcleos.
A análise dos materiais, a definição da forma, a avaliação da dimensão, a identificação da marca e a recolha de todas as informações que se relacionam com a aplicação do instrumento cirúrgico permitem inferir sobre a ciência, a tecnologia e a técnica do período de manufactura do instrumento no contexto nacional e internacional. É indispensável a este processo o conhecimento da vasta bibliografia e iconografia cirúrgicas internacionais e nacionais bem como o contacto permanente com as instituições que salvaguardam instrumentos cirúrgicos.
Ao longo dos tempos o homem utilizou uma variedade de materiais na sua manufactura. Oito núcleos da Exposição apresentam, de forma sequencial e explicativa, essa diversidade de materiais que vão desde os naturais e os metais ferrosos e não ferrosos aos plásticos e à cerâmica. Para uma análise da evolução dos materiais seleccionámos o bisturi, um dos instrumentos cirúrgicos mais emblemáticos, dirigido à incisão dos tecidos moles.
A forma de um instrumento relaciona-se com a sua função. Seleccionaram-se instrumentos cirúrgicos dos séculos XIX e XX de fabrico nacional para demonstrar que a complexidade de certos instrumentos cirúrgicos derivam de uma associação e articulação de formas mais simples, facilmente identificáveis em exemplares - tipo.
A dimensão de um instrumento cirúrgico constitui uma informação importante para a sua identificação. Traduz uma proporcionalidade com a estrutura que é objecto de intervenção. Apresentam-se alguns exemplos que permitem compreender a sua importância.
A introdução da antissépsia e assépsia associou-se a uma intensa revolução instrumental com intensas repercussões ao nível dos materiais e da forma. Um núcleo da Exposição explora amplamente este tema.
Portugal possui uma história relevante de fabrico de instrumentos cirúrgicos, com prémios e patentes de invenção desde o tempo de D. José I. É possível recordar, a partir de exemplares representativos, o contributo legado pelas empresas nacionais que maior projecção evidenciaram em Portugal e no estrangeiro.
Esta análise elementar dos instrumentos cirúrgicos, que convidamos a visitar, tem uma leitura universal e constitui um exercício de investigação médico - histórica que se pretende que seja (in)formativo e divulgador do património do Museu de História da Medicina "Maximiano Lemos" da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Maria Amélia Ricon Ferraz - Comissária

Exposição "Abel Salazar Artista"

Abel Salazar Artista
Terças a Sábados das 11h00 às 20h00 - entrada livre - Sala de Exposições Temporárias - 3º piso
Abel Salazar foi um desses vultos raros de Homem do Renascimento, um espírito curioso, irrequieto, que teve uma participação cívica profícua e eclética, enquanto, médico, cientista e pedagogo (especialista em histologia, foi professor universitário de Histologia e Embriologia na Faculdade de Medicina do Porto, tendo sido director do Instituto com o nome da sua cátedra; foi ainda director do Centro de Estudos Microscópicos que funcionava junto à Faculdade de Farmácia do Porto), mas também pensador (interessava-se por questões económicas, sociais e políticas, mantinha colaborações em jornais literários, escrevia livros de viagens, de críticas, de filosofia) e artista (nas diversas linguagens: pintura, desenho, gravura, escultura).
É a sua faceta de artista que se sublinha com esta exposição, trazendo ao centro da cidade (Edifício da Reitoria da U.Porto) pequenas "jóias" da sua arte, exposta habitualmente na Casa-Museu Abel Salazar, localizada em S. Mamede de Infesta (concelho de Matosinhos), espaço museológico para o qual todos os visitantes deverão ser remetidos com vista a um conhecimento mais aprofundado da vida e obra desta figura ímpar, tão intimamente relacionada com a própria história da Universidade do Porto.
Esta exposição é uma pequena mostra do talento multifacetado de Abel Salazar (artista plástico, desenhador, gravador e inclui as suas primeiras pinturas a óleo que nos revelam um pintor de extrema sensibilidade. As suas paisagens de campos minhotos são banhadas de sol e de cor. Com admirável simplicidade mostra-nos também costumes simples de mulheres do povo em mercados do Porto e feiras do Minho.
A pintura de retratos, sem deixar de ser fiel ao modelo, assemelha-se a espontâneos e expressivos apontamentos, onde vigorosas pinceladas fortes, muitas vezes negras, acabam por identificar definitivamente o retratado.
Nos desenhos, nos quais experimentou, também, as mais variadas técnicas, exprime-se com diversificadas caligrafias espontâneas e pessoais cujas vibrações e clareza, são linguagens específicas. Os seus desenhos foram muitas vezes o esqueleto dos seus quadros
Na gravura, as águas-fortes, pontas-secas e monotipias são no seu tempo, onde ainda existia um núcleo de exímios gravadores, consideradas de grande qualidade.

Luísa Garcia Fernandes - Comissária

 



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